O encaixe. Sorrisos sussurrados
no ouvido. Vontade de saber
mais, sabendo que não é necessário saber
mais nada. O toque preciso,
a vontade cansada de amar. A dor magnífica
de ser quem somos. Vertigem, sono,
carinho repartido. Cumplicidade inabalável
de estranhos. Beijo leve.
O corajoso encontro
dos olhos. Nossa transparência
tímida, as palavras sutis
das mãos dadas. Beleza imperfeita
dos corpos
na luz baixa. A grande avenida
em paz inquietante: alegria do encontro.
O segredo despejado
aos poucos no encontro da língua.
O vazio preenchido
no silêncio. Pensamento. A graça
dos movimentos. O peito saciado de
desconfortos.
A descoberta de algo que é
nosso.
Denso, terno, intenso, secreto:
só nosso.
sobre a posse
E de vez em quando eu sinto essa vontade de me doar:
de caminhar junto, de experimentar ver a vida pelos olhos de outro.
Mas, pela frente, encontro seres lançando-se atrapalhados em cima do amor que tenho,
querendo de mim, como de tudo, cada pequenina parte.
Só amor não satisfaz.
Querem cobrar e julgar
Querem dúvidas e decisões.
Jogam de volta responsabilidades.
Querem mais, querem muito, querem de novo.
Querem pra sempre.
Se não, é pouco.
(e, assim, talvez nós nunca tenhamos sabido realmente,
que é do Amor?)
de caminhar junto, de experimentar ver a vida pelos olhos de outro.
Mas, pela frente, encontro seres lançando-se atrapalhados em cima do amor que tenho,
querendo de mim, como de tudo, cada pequenina parte.
Só amor não satisfaz.
Querem cobrar e julgar
Querem dúvidas e decisões.
Jogam de volta responsabilidades.
Querem mais, querem muito, querem de novo.
Querem pra sempre.
Se não, é pouco.
(e, assim, talvez nós nunca tenhamos sabido realmente,
que é do Amor?)
sobre a vaidade
precisava ouvir que era bonita.
E, assim, ainda que não pudesse amá-lo,
já não podia viver sem ele.
E, assim, ainda que não pudesse amá-lo,
já não podia viver sem ele.
sobre crescer
Enquanto as outras crianças só choravam quando ralavam os joelhos, cortavam o pé,
doía no corpo,
eu, de repente, comecei a chorar por nada.
Chorava baixinho, escondida, com vergonha das lágrimas.
Pedaços de mim querendo fugir nos soluços.
Um soluço duro, machucando por dentro o peito e a garganta.
Meu pai, certa vez, ao me ver chorar assim,
com a mão na minha cabeça me consolou dizendo:
- crescer dói.
E então eu entendi:
eu estava crescendo
e aprendendo a chorar de tristeza.
doía no corpo,
eu, de repente, comecei a chorar por nada.
Chorava baixinho, escondida, com vergonha das lágrimas.
Pedaços de mim querendo fugir nos soluços.
Um soluço duro, machucando por dentro o peito e a garganta.
Meu pai, certa vez, ao me ver chorar assim,
com a mão na minha cabeça me consolou dizendo:
- crescer dói.
E então eu entendi:
eu estava crescendo
e aprendendo a chorar de tristeza.
Assinar:
Postagens (Atom)

